TESTES PARA LEUCEMIA MIELÓIDE CRÔNICA

1)      Exame Clássico do Cromossomo Philadelphia ou

2)      Exame Molecular do gene BCR/ABL

A Leucemia Mielóide Crônica (LMC) é responsável por cerca de 15% de todas as leucemias. A maior incidência é na quarta década da vida, mas ela pode afetar crianças e idosos. A LMC pode ser diagnosticada laboratorialmente de 2 modos distintos:

1) Pela Citogenética Clássica, a LMC pode ser detectada através da presença do cromossomo Philadelphia ou Ph1, que resulta da translocação recíproca de material genético entre o braço longo do cromossomo 9 e o braço longo do cromossomo 22. Esta translocação forma cromossomos derivativos 9q+ (9 com acréscimo de material genético originário de cromossomo 22 no braço longo) e 22q- (22 com menos material genético no braço longo). O cromossomo 22q- é denominado Philadelphia ou Ph1.

Material Necessário: O exame da Citogenética Clássica para detectar o cromossomo Ph1 é realizado preferencialmente em medula óssea colhida com heparina ou em meio de cultura especial fornecido pelo GENE. Alternativamente, pode seu usado o sangue periférico colhido em heparina de forma estéril, mas a sensibilidade é bem menor do que o exame em medula óssea. O resultado pode ser liberado em 4 dias para casos de urgência.

2) Pela Citogenética Molecular, a LMC pode ser detectada pela presença do gene quimérico BCR/ABL que origina-se da translocação 9;22. O exame de Citogenética Molecular utiliza DNA amplificado pela técnica PCR (Reação da Cadeia da Polimerase) e é um método muito sensível para o diagnóstico definitivo da LMC  e também para a identificação de doença residual mínima após transplante de medula óssea. O teste do BCR/ABL  pela RT-PCR  é um grande aliado do médico oncologista à procura de melhores resultados terapêuticos porque ajuda na definição do tratamento, que pode ser mais, ou menos, agressivo de acordo com o resultado de cada paciente. Para mais detalhes sobre o teste do BCR/ABL pela RT-PCR, clique aqui

Material Necessário: O exame do BCR/ABL  pela PCR é preferencialmente feito em DNA extraído de sangue periférico coletado com EDTA.  No caso de doença residual mínima, recomendam-se de amostras de medula óssea. O resultado é liberado em 3 dias.

Laboratório de Citogenética